A Prefeitura de Angra promoveu nesta semana o X Seminário de Educação Especial. A abertura do encontro, na terça-feira, dia 16, foi realizada na Igreja Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, na Praia da Chácara. Na quarta, dia 17, foram realizadas diversas oficinas sobre o tema na Escola Municipal Regina Célia Monteiro Pereira, no Morro do Carmo. O seminário foi organizado pela Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia.
O objetivo do encontro é a reflexão, o estudo e a troca de experiências no âmbito da educação especial, principalmente na perspectiva da inclusão, contribuindo para o processo educativo da diversidade, abrangendo aspectos cognitivos, afetivos, culturais e psicomotores.
Durante a abertura, a Secretária de Educação, Ciência e Tecnologia, Luciane Rabha, afirmou que o processo licitatório para a construção do prédio do Centro de Educação Municipal para alunos com Necessidades Educacionais Especiais (Cemanee) foi finalizado, e a previsão é de que o prédio fique pronto em junho de 2011.
O Cemanee irá funcionar em frente ao Hospital da Japuíba, e vai abrigar a Escola Municipal para Deficientes Visuais (EMDV-CAP), Escola Municipal para Educação de Surdos (Emes), e a Unidade de Trabalho Diferenciado (UTD), que atende alunos com transtornos globais do desenvolvimento (autismo e síndromes) e com altas habilidades (superdotação). Atualmente essas unidades de ensino funcionam, respectivamente, no Morro do Carmo, Rua da Conceição e Parque das Palmeiras.
– A vantagem é você trabalhar a diversidade. O Cemanee não vai ser dividido, todos vão conviver no mesmo ambiente. A diversidade, você não controla, você aprende com ela. E aprender com ela leva à excelência no atendimento – disse Ligiamar Bastos, gerente de Educação Especial, que destacou também que a troca de experiências entre os profissionais da educação especial irá aumentar com a estrutura integrada do Cemanne.
Estando pronto o novo prédio, a mudança dos alunos será feita gradativamente. – Alguns alunos precisam de um período de adaptação. Os autistas, por exemplo, entram em crise quando saem da rotina – explicou Ligiamar.
A gerente afirmou que a educação voltada para alunos com necessidades especiais no município segue a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva estabelecida pelo MEC, ou seja, sempre visando, na medida do possível, à integração do aluno aos meios convencionais de ensino e sociabilização.
A abertura contou com a palestra da professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Dayse Serra, doutora em Psicologia Clínica. O tema foi “Avaliação da aprendizagem dos alunos com necessidades especiais”. No dia seguinte, das 8h às 17h, na escola Regina Célia Monteiro Pereira, 10 oficinas foram realizadas, voltadas para as práticas pedagógicas com alunos com deficiência, como a de Libras e a de Exercícios práticos para consciência fonológica.