Em virtude da paralisação conduzida pelo sindicato dos servidores públicos municipais de Angra dos Reis, alguns serviços públicos oferecidos pela Prefeitura de Angra foram afetados nessa terça-feira, 2 de julho. A secretaria de Educação informou que durante o dia, sete escolas da rede pública aderiram totalmente à paralisação e 12 delas pararam parcialmente, deixando aproximadamente cinco mil alunos sem aula, dos 23 mil que estão matriculados na rede municipal.
Segundo a secretaria Saúde, as unidades de Estratégia de Saúde da Família da Caputera e da Serra D'Água não funcionaram nessa terça-feira, 2, também por causa da paralisação. Já as unidades de saúde da Japuíba, Monsuaba e Jacuecanga funcionaram parcialmente. Todas as demais unidades realizaram o atendimento ao público normalmente. A única exceção foi a unidade do Areal, que está em obras.
Parte do abastecimento de água no município também foi afetado, já que cerca de 60 funcionários do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), entre motoristas e servidores da manutenção, também aderiram à paralisação. Na área administrativa da autarquia nenhum servidor aderiu ao movimento.
Setores da Prefeitura também foram alvo de vandalismo. Funcionários da Subsecretaria de Infraestrutura foram chamados para realizar a substituição de pelo menos quatro fechaduras que tiveram o miolo de segredo obstruídos com cola. A medida, ao que parece, visava impedir o trabalho dos servidores que não aderiram à paralisação. Os prédios afetados foram a sede do Saae, do setor de Cadastro (2 portas), e do prédio onde ficam as subsecretarias de Comunicação, Agricultura e a fiscalização da Fazenda Municipal.
ESCLARECIMENTO A RESPEITO DA NEGOCIAÇÃO SALARIAL DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS
Com relação à demanda de reajuste salarial dos servidores públicos municipais, a Prefeitura de Angra dos Reis esclarece que:
a) Desde o início do ano, o atual Governo foi transparente e claro no acesso do Sindicato dos Servidores aos números da administração municipal. Não será diferente no restante da atual administração. O Sindicato é sabedor da situação financeira da Prefeitura e dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal para o reajuste salarial da categoria.
b) Em abril, quando foi concedido o índice inicial de 2,06% de aumento linear e 100% de correção no valor do ticket-alimentação, ficou acordado que a negociação seria mantida com a perspectiva de nova correção em julho/agosto. Esse item da negociação está sendo cumprido.
c) A Prefeitura de Angra está tomando medidas de contenção de despesas com pessoal, que incluem redução de funcionários, com demissão de ocupantes de cargos de livre nomeação externos e internos, corte em horas extras (inclusive na área de Saúde) e um esforço de aumento da arrecadação. Estas medidas podem tornar possível a concessão de novo aumento, o que poderá ser anunciado em breve.
A Prefeitura de Angra reitera sua confiança e respeito aos servidores públicos municipais e pede que continuem acompanhando a negociação e a evolução da situação financeira do município, que é herança e fruto de uma gestão temerária dos recursos públicos em anos anteriores.
Balanço da paralisação dos servidores
Sete escolas e dois postos de saúde aderiram ao protesto. Quatro prédios tiveram suas portas sabotadas
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