Coppe/UFRJ faz mapeamento de áreas de risco

Cidade é a terceira do país a fazer esta radiografia, que ficará pronta em 240 dias

Quarta-Feira, 17/11/2010 | .

O prefeito de Angra dos Reis Tuca Jordão recebeu na manhã de quarta-feira, 17, a secretária de Estado de Ambiente Marilene Ramos, que esteve no município para anunciar oficialmente a realização do Mapeamento de Áreas de Risco Frente aos Deslizamentos de Encostas. O projeto, encomendado pelo Governo do Estado, é executado pela Coppe/UFRJ – Programa de Engenharia Civil – Geotecnia e está sob a coordenação geral do professor Emérito Willy Alvarenga Barbosa.


Angra dos Reis é a terceira cidade do país a realizar este mapeamento, ficando atrás apenas dos municípios paulistas de Santos e São Vicente. Os trabalhos começaram no dia 5 de novembro e terão duração de 240 dias. Ainda em fase de coleta de dados, o trabalho de campo será iniciado em dezembro com o apoio da prefeitura.


De acordo com o projeto, será realizado o mapeamento de todo o Centro (Morros do Bule, Abel, São Bento, Carioca, Santo Antônio, Caixa D’Água, Carmo, Perez, Glória I e II, Cruz, Tatu, Sapinhatubas I, II e II, Parque das Palmeiras, Praia do Jardim, Chácara e Balneário) e das Praias do Provetá e Bananal e da Vila do Abraão, na Ilha Grande. A pedido do prefeito, também será incluída a Praia Vermelha neste mapeamento. Para o ano que vem, Tuca também quer solicitar a radiografia de demais bairros de Angra como o Frade.


Tuca pede agilidade e mais verbas para contenções


O prefeito aproveitou para pedir mais agilidade na execução das obras emergenciais que estão sendo realizadas pelo estado em Angra dos Reis, como o muro de contenção do Morro da Carioca com apenas 1/3 do total construído. Tuca também pediu à secretária que comunicasse ao governador Sérgio Cabral a necessidade de mais recursos para as obras que estão sendo realizadas. É que após a realização dos projetos, da topografia e da sondagem, os custos das obras chegam a R$ 95 milhões, ou seja, R$ 65 milhões a mais que os R$ 30 milhões destinados às contenções pelo Governo Federal.


“Temos que ressaltar que naquele momento, em janeiro, não era possível calcular com exatidão os custos das obras a serem realizadas. Ao longo do trabalho, as empresas concluíram que será preciso ampliar o orçamento em R$ 65 milhões. Vamos ter que nos unir politicamente para buscar estes recursos”, informou Tuca.


A secretária lamentou que as obras não estejam sendo realizadas na velocidade desejada, mas que há uma série de amarras legais que atrasam o processo.


“Infelizmente, não conseguimos dar o ritmo que esperávamos e sabemos que há muito para fazer. Mas não estamos medindo esforços e sabemos que a burocracia acaba atrasando as obras. Também levarei ao governador essa questão da necessidade de mais verbas para a conclusão das contenções. A boa notícia de hoje é o mapeamento das áreas de risco de Angra que será um grande avanço nas ações futuras”, comentou Marilene.


Obra no Tatu está em licitação e será com recursos municipais


Tuca também anunciou que as obras de contenção no Morro do Tatu, orçadas em R$ 23 milhões, serão realizadas pelo município com recursos próprios e já estão em fase de licitação. Já a obra do Morro do Carmo, onde será feita uma barreira flexível - técnica que evitará a demolição de casas no bairro -, estão orçadas em R$ 30 milhões.


A reunião contou ainda com a presença dos secretários municipais de Governo e Defesa Civil, Carlos Alexandre Soares, e de Meio Ambiente, Marco Aurélio Vargas; da primeira-dama e subsecretária de Gestão de Projetos Alessandra Jordão; além de técnicos da prefeitura e de representantes das empresas que estão realizando as obras emergências do estado no município: Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), responsável pela gestão das obras; Muniz & Spada, pela elaboração dos projetos; Tecnosonda e a Geomecânica, pela execução das obras.

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