Angra Legal na Ilha da Gipóia

Operação desmontou camping clandestino com 20 barracas e 43 campistas

Domingo, 30/12/2007 | .

A Operação Angra Legal está colhendo frutos positivos desde sua implementação efetiva,  em janeiro de 2006 em todo o município.  Neste fim de ano, a ocupação na Ilha Grande, uma das sete maravilhas do Rio, está sendo considerada pelo presidente da Fundação de Turismo de Angra, Manoel Francisco de Oliveira, satisfatória,  sob controle e   com irregularidades mínimas. 

 Desde a sexta-feira, dia 28, apenas um acampamento clandestino foi desmontado pelos agentes da Secretaria de Meio Ambiente e do Batalhão Florestal, no domingo, dia 30, na Ilha da Gipóia, na localidade conhecida como Prainha, que é uma área de preservação ambiental que não permite qualquer tipo de construção e acampamentos.

Na Prainha, a ação pacífica, coordenada pelos agentes de  fiscalização,  teve como  pronta resposta a colaboração dos campistas, 43 estudantes do Rio de Janeiro, que desmontaram suas barracas, cerca de 20,  e embarcaram de volta  para o continente, numa embarcação que acompanha os fiscais durante as operações.

Segundo os estudantes, muitos deles de biologia, ciências sociais e filosofia, há algum tempo, armam um pequeno acampamento no local, com no máximo 6 a 8 pessoas e esta foi a primeira vez que foram interceptados. Concordaram que estavam em grande número mas acreditavam não estar cometendo crimes contra a natureza. Solicitaram informações sobre a operação e como devem agir no município para acamparem  com segurança.

Neste fim de semana, a Operação Angra Legal percorreu toda a Ilha Grande e a orla de Angra com um helicóptero e diversas lanchas. O presidente da Turiangra está coordenando as ações percorrendo as áreas críticas e sobrevoando as ilhas. Segundo ele, na Ilha Grande, na Praia do Aventureiro, onde já funciona um plano de carga para turista, o movimento estava tranqüilo. Em outras praias de grande fluxo turístico como Lopes Mendes, Palmas e Parnaioca, também não foram encontradas irregularidades.

A Operação Angra Legal continua até o dia 6 de janeiro em Angra dos Reis coibindo,  com ações de fiscalização, o turismo predatório, o comércio irregular, acampamentos clandestinos, construções irregulares, pesca e mergulho clandestinos, desmatamentos, queimadas e todos os tipos de agressões ambientais, tendo como objetivo aumentar  a consciência da necessidade de se preservar o rico patrimônio natural de Angra.

É uma ação que é realizada  de forma permanente no município, sendo intensificada durante os feriados prolongados, principalmente em áreas turísticas como as ilhas. É uma iniciativa de toda a Prefeitura, que realiza ações integradas com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), o Instituto Nacional de Florestas (IEF), a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), a Polícia Florestal e a Polícia Militar. As ações contam com fiscais das Secretarias Municipais de Fazenda, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, de Fazenda, de Saúde (Vigilância Sanitária).

Durante as ações, cada órgão tem atuação efetiva dentro de suas áreas. Já a Prefeitura, prepara todo um apoio logístico  para que os agentes cheguem com rapidez a qualquer ponto do município, tanto no continente como na Ilha Grande.

 

 

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